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NÃO BASTA UM BOM EMPRESÁRIO TER UM BOM CONTADOR, DEVE HAVER UM BOM CONTATO ENTRE ELES

3 set

Por Dora Ramos


Trabalho há mais de 20 anos no ramo da contabilidade. Durante esse tempo já vi diversas situações envolvendo empresários, contadores e a conturbada relação que pode existir entre eles. Cheguei a uma conclusão esclarecedora quanto à principal origem dos conflitos e mal-entendidos entre os dois extremos dessa relação. Na maioria das vezes, vejo bons empresários, competentes e responsáveis na sua prestação de contas e contabilistas igualmente capacitados. Mas um problema sério pode surgir mesmo assim: funcionários sem capacitação ou treinamento para fazer a linha entre esses dois pontos.


Pessoas não familiarizadas com a área contábil podem se tornar um empecilho enorme. As informações essenciais para calcular o Imposto de Renda, por exemplo, podem não chegar completas ou a tempo. Prejudica-se o trabalho do contador, a prestações de contas da empresa e, conseqüentemente a própria companhia. Sem números bem calculados, o empresário corre o risco de receber multas desnecessárias ou até, em um caso extremo, de falir.


O curso de Ciências Contábeis dura, em média, quatro anos. Não podemos esperar que todo contato dentro da empresa seja um contador formado, mas o mínimo esperado é que ele tenha participado de cursos, treinamentos e palestras. Ainda que não tenha tido esse contato formal com os números, faz-se necessário um mínimo interesse de quem pretende trabalhar nessa área.


Matemática, Estatística e Direito são algumas das matérias estudadas pelos contabilistas na graduação, que esperam ser entendidos por seus interlocutores completamente ao se referirem a elas. Não podemos culpar o contador por um trabalho incompreendido, ainda que bem feito, pois a responsabilidade de um processo bem sucedido não é só dele.


Como resolver esse problema que, com o tempo, pode ficar cada vez mais sério e resultar em prejuízos enormes para a empresa? Invista na ponte que une contadores e funcionários. Pense que essa pessoa não é apenas um transmissor de informações, mas, também um processador dos dados. Um contato bem treinado, com experiência e conhecimento básicos em contabilidade, pode ser uma mão na roda para o gestor.

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LEI DO MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL EM VIGOR EM JULHO

22 abr
Os profissionais liberais tais como Eletricistas, Encanadores, Vendedores Ambulantes, Camelôs, Costureiras e outros poderão, já a partir de 1º de julho próximo enquadrarem-se como Micro Empreendedores Individuais.

Com o intuito claro de diminuir a informalidade, o governo aprovou a lei que torna possível ao pequeno empreendedor a possibilidade de, mediante a contribuição mensal de R$ 50,00, desfrutar de alguns benefícios até então concedidos apenas a empresas registradas como acesso a Linha de Crédito a um custo menor, cobertura do INSS para o Empreendedor e toda sua família, emissão de notas fiscais, etc.

Podem aderir ao MEI, o empreeendedor que fature, anualmente, até R$ 36.000,oo e que tenha, no máximo, 1 empregado. O registro da empresa se dará de forma bastante simplificada e terá acesso à esta legalização sem taxas e com assistência contábil gratuita para o registro e primeira declaração anual. Salientamos que, a assistência contábil gratuita vale apenas para os contadores que estão submetidos ao regime do Simples Nacional e, não engloba os honorários mensais.

Enfim este é um passo do governo que beneficia os dois lados, já que o governo amplia sua base de contribuintes e pequenos empreendedores tem acesso a benefícios que não teriam como Pessoa Física, com ênfase para as linhas de créditos que, para muitos, representará uma oportunidade de aumentar o negócio.